Minha
trajetória (Senta que lá vem história)
Filha da dona Maria (Socorro para
os íntimos) e do seu Pinho (já falecido), ambos de origem humilde, tive uma
vida simples, mas com o essencial para uma vida digna. Minha mãe, muito sábia,
diante das dificuldades financeiras que enfrentávamos era uma ótima planejadora
financeira, sempre fazia sua reserva pensando em algum imprevisto que pudesse
nos acometer. Mantinha um cofrinho que só abríamos no Natal. Assim, as roupas,
os sapatos e os brinquedos estavam garantidos.
A prioridade era investir nos
estudos.
Aos quinze anos decidi que queria
ser professora e ingressei na Escola Normal Carmela Dutra, tendo concluído o
curso no ano de 1984. Naquele mesmo ano, ao me identificar com a professora de
Psicologia, decidi que esta seria a profissão que investiria meus esforços. E assim como planejei, no ano de 1985,
iniciava o curso de Psicologia. Como precisava trabalhar para me manter e
ajudar a família, prestei concurso para professora do Estado, tendo iniciado
minhas atividades no CIEP Professora Armanda Álvaro Alberto, em Duque de
Caxias. Experiência singular ter participado de um maravilhoso projeto de
Educação Integral, com uma proposta de resgate e transformação social. Uma pena
que projetos desta natureza não tenham tido a continuidade devida. Em 1988 prestei um novo concurso para o
Município do Rio de Janeiro, indo trabalhar na Escola Municipal Guandu, em
Campo Grande. Naquela época fazia um tour viajando de ônibus e trem no trajeto Abolição-Campo
Grande-Duque de Caxias-Piedade-Abolição para conciliar duas escolas e a
faculdade. Em 1989 conclui a graduação em Psicologia.
No ano de 1994 ingressei no
Mestrado em Psicologia da UFRJ, tendo a honra de ser orientada pelo saudoso
prof Franco Lo Presti Seminerio. Neste meio tempo, senti a necessidade de me
dedicar exclusivamente ao mestrado. Era o momento de fazer escolhas e tomar uma
decisão. Foi difícil, mas solicitei exoneração das duas matrículas. Era preciso
fechar um ciclo para iniciar outro. A diretora de uma das escolas me chamou
para conversar, me orientando a solicitar uma licença sem vencimento, para não
trocar o certo pelo duvidoso. Segui
minha intuição segundo o dito popular: “quem não arrisca não petisca” e não me arrependi.
Em 1997 defendi minha dissertação
sobre autoconceito de alunos superdotados e no
ano seguinte comecei a lecionar em instituições de ensino superior, para os cursos de Pegagogia
e Administração.
Em 2002 ingressei na Universidade
Estácio de Sá, atividade que mantenho até hoje, lecionando as disciplinas de
Psicologia da Educação, Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem,
Psicologia das Organizações e Planejamento de Carreira e Sucesso Profissional.
Em paralelo às atividades de ensino
e pesquisa, comecei minha preparação para cursar o doutorado, iniciado em 2002
na UERJ, com orientação do competente Prof. Wilson Moura. Neste mesmo ano engravidei e, em 2003 nasceu
minha filha Karen Alana. Conciliar estes dois projetos, de mãe e pesquisadora
não foi fácil, mas não desisti. Em 2004 prestei concurso público para o perfil
de psicóloga, cargo de Analista em Ciência e Tecnologia na Comissão Nacional de
Energia Nuclear, sendo aprovada em 2º lugar, iniciando as atividades em 2005.
Em 2006, defendi a tese sobre relações de poder e autoridade nas equipes de
trabalho. Orgulho para minha mãe, que nunca imaginou que a filha pudesse chegar
até aqui.
A vida é composta de ciclos e são
os desafios que nos movem. Estou com muita disposição para iniciar uma nova
empreitada. Política não é lugar para amadores, para conseguir um emprego, para
se dar bem ou conseguir projeção social. É comprometimento com as causas que
precisam de solução. Tenho 31 anos de experiência e luta em prol da Educação. Por
este motivo, peço seu voto de confiança. Vote 35028.
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