quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Minha trajetória (Senta que lá vem história)

Minha trajetória (Senta que lá vem história)
Filha da dona Maria (Socorro para os íntimos) e do seu Pinho (já falecido), ambos de origem humilde, tive uma vida simples, mas com o essencial para uma vida digna. Minha mãe, muito sábia, diante das dificuldades financeiras que enfrentávamos era uma ótima planejadora financeira, sempre fazia sua reserva pensando em algum imprevisto que pudesse nos acometer. Mantinha um cofrinho que só abríamos no Natal. Assim, as roupas, os sapatos e os brinquedos estavam garantidos.
A prioridade era investir nos estudos.
Aos quinze anos decidi que queria ser professora e ingressei na Escola Normal Carmela Dutra, tendo concluído o curso no ano de 1984. Naquele mesmo ano, ao me identificar com a professora de Psicologia, decidi que esta seria a profissão que investiria meus esforços.  E assim como planejei, no ano de 1985, iniciava o curso de Psicologia. Como precisava trabalhar para me manter e ajudar a família, prestei concurso para professora do Estado, tendo iniciado minhas atividades no CIEP Professora Armanda Álvaro Alberto, em Duque de Caxias. Experiência singular ter participado de um maravilhoso projeto de Educação Integral, com uma proposta de resgate e transformação social. Uma pena que projetos desta natureza não tenham tido a continuidade devida.  Em 1988 prestei um novo concurso para o Município do Rio de Janeiro, indo trabalhar na Escola Municipal Guandu, em Campo Grande. Naquela época fazia um tour viajando de ônibus e trem no trajeto Abolição-Campo Grande-Duque de Caxias-Piedade-Abolição para conciliar duas escolas e a faculdade. Em 1989 conclui a graduação em Psicologia.
No ano de 1994 ingressei no Mestrado em Psicologia da UFRJ, tendo a honra de ser orientada pelo saudoso prof Franco Lo Presti Seminerio. Neste meio tempo, senti a necessidade de me dedicar exclusivamente ao mestrado. Era o momento de fazer escolhas e tomar uma decisão. Foi difícil, mas solicitei exoneração das duas matrículas. Era preciso fechar um ciclo para iniciar outro. A diretora de uma das escolas me chamou para conversar, me orientando a solicitar uma licença sem vencimento, para não trocar o certo pelo duvidoso.   Segui minha intuição segundo o dito popular: “quem não arrisca não petisca”  e não me arrependi.
Em 1997 defendi minha dissertação sobre autoconceito de alunos superdotados e no  ano seguinte comecei a lecionar em instituições de  ensino superior, para os cursos de Pegagogia e Administração.
Em 2002 ingressei na Universidade Estácio de Sá, atividade que mantenho até hoje, lecionando as disciplinas de Psicologia da Educação, Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem, Psicologia das Organizações e Planejamento de Carreira e Sucesso Profissional.  
Em paralelo às atividades de ensino e pesquisa, comecei minha preparação para cursar o doutorado, iniciado em 2002 na UERJ, com orientação do competente Prof. Wilson Moura.  Neste mesmo ano engravidei e, em 2003 nasceu minha filha Karen Alana. Conciliar estes dois projetos, de mãe e pesquisadora não foi fácil, mas não desisti. Em 2004 prestei concurso público para o perfil de psicóloga, cargo de Analista em Ciência e Tecnologia na Comissão Nacional de Energia Nuclear, sendo aprovada em 2º lugar, iniciando as atividades em 2005. Em 2006, defendi a tese sobre relações de poder e autoridade nas equipes de trabalho. Orgulho para minha mãe, que nunca imaginou que a filha pudesse chegar até aqui.
A vida é composta de ciclos e são os desafios que nos movem. Estou com muita disposição para iniciar uma nova empreitada. Política não é lugar para amadores, para conseguir um emprego, para se dar bem ou conseguir projeção social. É comprometimento com as causas que precisam de solução. Tenho 31 anos de experiência e luta em prol da Educação. Por este motivo, peço seu voto de confiança. Vote 35028.



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